O polémico uso de casacos de pele

De algum tempo a esta parte que o uso de casaco de pele tem sido “atacado” pelos defensores dos animais. E não é para menos dado que hoje em dia, com a tecnologia existente no mundo têxtil, é possível ter casacos sintéticos tão ou mais bonitos e quentes.

Foi no século XIX que se criou a moda de transformar a pele dos animais em casacos. Os vestidos de festa cobriam pouco o corpo das mulheres e não eram suficientemente quentes para enfrentar o inverno europeu. Para cobrir os ombros, as senhoras da sociedade começaram a usar peles macias de animais como raposas, martas, lebres, chinchilas e visons.

pintura

As peles eram reluzentes e combinavam com o estilo de tecidos nobres usados naquele tempo.

O hábito de usar peles consagrou-se no século XX, que provocou uma devastação animal sem precedentes, com muitos animais a serem mortos até quase à extinção.

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Entre 20 e 30 raposas são mortas para fazer um casaco como este que veste Jennifer Lopez para uma campanha. É que as peles não são todas iguais e é preciso matar um grande número de animais para conseguir juntar peças semelhantes na cor e no tato.

Outras curiosidades:
– entre 65 e 70 visons são usados para um casaco de pele
– um casaco de lontra consome entre 30 e 40 animais
– um casaco de pele de lebre ou coelho, mata cerca de 40 a 50 animais
– o casaco de pele de marta extermina 60 animais por peçalontra

(casaco de pelo de lontra)

As grandes casas de moda já não fazem questão de usar peles verdadeiras. Entre as vantagens dos sintéticos, há a opção de ousar noutros formatos, cores e texturas. A pele verdadeira, após algum tempo, torna-se dura e difícil de moldar.
Por isso, nada como apostar no pelo sintético! 😉 Como o que se segue!

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